Embraer avança em ranking global de empresas militares

Fabricante brasileira ocupa a 81º posição na lista das maiores empresas do setor militar elaborada pelo Instituto de Estocolmo para Pesquisa sobre a Paz

A Embraer avançou dez posições no ranking das maiores empresas do setor militar no mundo e passou para a 81º colocação. A lista foi divulgada pelo Instituto de Estocolmo para a Pesquisa sobre a Paz (SIPRI, na sigla em inglês), organização independente da Suécia que vem compilando os dados do segmento bélico desde 2002. A pesquisa mais recente mostra o desempenho das vendas de armas em 2016.

Segundo o ranking do SIPRI, as vendas de produtos da Embraer no setor militar passaram de US$ 839 milhões em 2015 para US$ 930 milhões no ano passaso. A pesquisa também aponta que o segmento bélico representa 15% de todos os negócios da empresa brasileira que, em 2016, registrou lucros de US$ 168 milhões com a venda de armamentos.

A pesquisa também mostra que o aumento no ritmo das vendas da Embraer no setor, de 10,8% em 2016, é maior que a média de crescimento registrado por empresas dos Estados Unidos, Rússia e Europa. Somadas, as empresas norte-americanas registraram no mesmo período uma elevação de 4%, enquanto companhias europeias cresceram 0,4% e as russas subiram 3,6%.

As 10 primeiras colocações são praticamente dominadas por empresas dos EUA, como a Lockheed Martin, classificada em primeiro, seguida da Boeing e a Raytheon. As exceções são a BAE Systems, do Reino Unido, na 4º posição, o grupo europeu Airbus, em 7º, a Leonardo, da Itália, em 9º, e a Thales, da França, na 10º colocação.

Produtos bélicos da Embraer

“Embraer Defesa & Segurança”, é assim que a Embraer se apresenta no mercado de artigos bélico. E o grupo brasileira não vive apenas de construir aeronaves nesse setor, como o avião de ataque A-29 Super Tucano e o novo cargueiro KC-390.

A Embraer também desenvolve e fornece, por meio de suas subsidiárias, uma série de produtos de uso militar. A Bradar, por exemplo, produz radares, enquanto a Atech desenvolve sistemas de vigilância e controle aéreo. Outro braço do grupo brasileiro é a Visiona, que projeta equipamentos espaciais.

A Embraer é a única empresa da América Latina presente na pesquisa do Instituto de Estocolmo para a Pesquisa sobre a Paz, que divulga uma lista com 100 nomes. A fabricante brasileira é citada pela organização desde 2010, quando apareceu pela primeira vez entre as maiores empresas do setor militar, na 100º colocação. A melhor posição obtida pelo grupo brasileiro no ranking foi a 62º colocação, em 2014.

Super Tucano

Produzido pela Embraer em Gavião Peixoto, no interior do estado de São Paulo, e também em Jacksonville, na Florida, nos EUA, em parceria com fabricante local Sierra Nevada Corporation (SNC), o A-29 Super Tucano é considerado atualmente um dos melhores aviões de ataque leve do mercado mundial, sendo operado atualmente por forças aéreas de outros 14 países.

 

Podendo ser armado com uma grande variedade de armamentos, como mísseis e bombas guiadas a laser, além da FAB, maior operadora - com mais de 80 aeronaves na frota, o turbo-hélice de ataque leve e treinamento avançado da Embraer também voa com as forças aéreas do Afeganistão, Angola, Burkina Faso, Chile, Colômbia, Equador, Indonésia, Líbano, Mali, Mauritânia, República Dominicana, Filipinas, Nigéria, além da poderosa força aérea dos  dos Estados Unidos, que possui um esquadrão para treinamento de pilotos americanos e estrangeiros.