Marcos Rezende finaliza pré-projeto do Código Zoo-sanitário

Após dois anos de trabalho, está pronto o pré-projeto do Código Zoo-sanitário de Marília. “Falta apenas a confecção da redação jurídica do Código, o que estarei discutindo com a Procuradoria Jurídica da Câmara ainda nesta semana”, informou o vereador Marcos Rezende (PSD), responsável pela condução dos trabalhos que levaram ao pré-projeto. Quando o material estiver concluído será entregue ao presid

Após dois anos de trabalho, está pronto o pré-projeto do Código Zoo-sanitário de Marília. “Falta apenas a confecção da redação jurídica do Código, o que estarei discutindo com a Procuradoria Jurídica da Câmara ainda nesta semana”, informou o vereador Marcos Rezende (PSD), responsável pela condução dos trabalhos que levaram ao pré-projeto. Quando o material estiver concluído será entregue ao presidente da Câmara Wilson Damasceno, ao prefeito Daniel Alonso e ao Promotor de Justiça IsauroPigozzi Filho. Todo o trabalho foi acompanhado desde o início por profissionais de comprovado conhecimento técnico, como os médicos veterinários Fábio Manhoso, Elma Polegato e Lupércio Garrido Neto, este último responsável pela Divisão de Zoonoses de Marília. “Posso afirmar que este será um Código de vanguarda, inovador e que servirá de exemplo para outras cidades do País”, destacou o vereador.

“Estima-se que Marília tenha hoje aproximadamente 50.000 animais de pequeno porte abandonados, resultado de maus tratos e da falta de responsabilidade com a posse dos mesmos. Se você tem um animal, deve cuidar dele com zelo, dando abrigo, alimentação e vacina, promovendo uma harmonia entre a saúde animal e a saúde humana. É essa conscientização que está faltando em nossa cidade e que será o nosso grande desafio”, justificou Rezende. Ele ainda citou a existência de pocilgas e galinheiros na zona urbana que favorecem a procriação do mosquito palha, responsável pela transmissão da leishmaniose.

“Está evidente que há um desequilíbrio na prevenção de doenças. Animais abandonados são hospedeiros da leishmaniose transmitida pelo mosquito palha, assim como acontece com outras doenças disseminadas pela falta de cuidado com o lixo. As pessoas precisam ser conscientizadas. Esse é um trabalho que vamos fazer neste ano, por meio dos líderes comunitários. O Código estabelecerá as atribuições de cada um para o desenvolvimento de políticas públicas nessa área”, explicou o vereador. “O nosso objetivo é criar as regras e envolver o Município e as pessoas, chipar os animais e trabalhar com a educação e a conscientização de todos”.

LEISHMANIOSE – Marília enfrenta uma endemia de leishmaniose que já resultou na abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público, que apura responsabilidades. “Maus tratos aos animais e posse responsável são dois pontos fundamentais. As pessoas precisam ser conscientizadas de suas responsabilidades, o que ainda não ocorre na cidade, tanto é que temos 50.000 animais abandonados. Queremos um Código plausível que tenha condições de ser aplicado e cumprido pelas pessoas e o próprio Município”, finalizou Rezende.