Auxiliar em 5 edições, Sabino vai ser técnico pela 1ª vez na Copinha

Daniel Sabino já fez parte três vezes da comissão técnica do MAC, uma da Ponte Preta e outra do Paraná Clube

Poucos na história do Marília Atlético Clube (MAC) trabalharam tanto tempo nas categorias de base. Com 36 anos, Daniel Sabino de Brito disse ter pouco mais de uma década dedicada à agremiação da cidade, onde praticamente viveu toda a sua vida. “Nasci em São Paulo, mas quatro meses depois minha família veio para Marília. Profissionalmente, entre idas e vindas no clube, posso dizer que tenho 11 anos de casa”.

Formado em educação física pela Universidade de Marília (Unimar) em 2004, Sabino viveu talvez sua melhor temporada no Alviceleste. Assumiu o comando técnico do sub-20 maqueano no começo desta temporada. Campeão dos Jogos Regionais de Osvaldo Cruz, levou o time até as oitavas de final do Paulistão da categoria, sendo eliminado com dois empates diante do Capivariano, que tinha a vantagem. Foi o treinador na última rodada do Paulista da Série A-3, em que o profissional precisava vencer o Desportivo Brasil, no Abreuzão, para não ser rebaixado: vitória por 2 a 0 e permanência garantida.

Daniel Sabino será o técnico do Maquinho na Copinha de 2018. Ele já fez parte cinco vezes de comissão técnica na principal competição de base do Brasil, mas sempre como auxiliar. Foram três edições pelo Marília, uma pelo Paraná Clube e outra pela Ponte Preta, sendo nesta agremiação a única vez que não passou da 1ª fase. No time paranista foi até a segunda.

Das três edições no MAC, em 2005 e 2006 foi eliminado na 2ª fase para Corinthians e Internacional-RS, respectivamente. A melhor campanha foi em 2016, com Luiz Cruz, o “Bira”, como treinador. A equipe chegou até a 3ª fase e só acabou fora da competição nas penalidades para o Cruzeiro-MG. “Era um time que no ano anterior estava bem desacreditado e que tinha a noção que o que estava sendo feito não seria o suficiente para passar da 1ª fase. Fizemos uma reunião após o Reveillon, que eu considero decisiva para o resultado final, pois deu muita confiança aos atletas”, lembrou.

 

Daniel Sabino afirmou que o grupo maqueano na 1ª fase com: Fluminense-RJ, Tubarão-SC e Mogi Mirim, pode ser chamado de “Grupo da Morte”, mas frisou que seu time tem a obrigação de conquistar uma das duas vagas. “Esse ano não vamos ter nenhum adversário mais fácil. O Tubarão é desconhecido, mas tem uma estrutura de base muito forte. O Mogi está com investidores chineses na base e o Fluminense foi o clube que mais subiu atletas de base para o profissional em 2017. Mesmo assim é nossa obrigação classificar, porque também temos uma boa estrutura de base e o fato casa conta muito. A gente sabe que o maqueano lota o Abreuzão na Copinha, isso já virou tradição, então teremos um jogador a mais em campo”, explicou.