Sojinha revela que dívida total do MAC é de quase R$ 20 mi

Em acesso recente ao débito tributário, dirigente informou que o valor é de R$ 5 milhões

Qual é a dívida total do Marília Atlético Clube (MAC)? Nos últimos anos esse sempre foi um tema difícil de ser respondido pelos dirigentes, até pela dificuldade de acesso a todos os números. Porém, ontem o presidente Antônio Carlos Sojinha, que no próximo dia 1º irá completar seu primeiro dos quatro anos de mandato, revelou que o débito do Alviceleste está perto dos R$ 20 milhões.

“São aproximadamente R$ 12 milhões com a Justiça do Trabalho (ações trabalhistas) e R$ 5 milhões de dívida tributária com: INSS, FGTS e algumas multas referentes à declaração de imposto de renda”, informou Sojinha. O dirigente maqueano teve acesso aos números de tributos há pouco mais de um mês. Esse débito pode ser pago através do Refis do Profut (refinanciamento sem juros do valor, parcelados em até 20 anos), entretanto o presidente disse que no momento é impossível começar a quitar esse montante.

“Com a nossa atual receita de cota de participação da Série A-3 (R$ 247 mil) e patrocínios, não temos como destinar uma parte deste recurso para começar a pagar. Conforme a lei, a prioridade é a dívida trabalhista e isso nós já estamos pagando. Em 2017, a Justiça do Trabalho reteve R$ 140 mil para o pagamento das ações”, explicou o presidente. Com o acordo firmado na Justiça Trabalhista em novembro de 2014, 30% de toda a receita que o MAC arrecada é destinada às ações.

Sojinha frisou que o pagamento da dívida tributária começará a partir do momento que o clube subir de divisão no Campeonato Paulista. “Nossa meta é em três anos poder voltar à elite estadual ou estar no mínimo na Série A-2, pois nessas divisões o recurso da Federação é maior e assim poderemos começar a pagar as parcelas”.

MPT sob controle

Em maio deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou a pedir a extinção do Marília por conta do aumento descontrolado das dívidas trabalhistas e tributárias, além de apontar contabilidade fraudulenta. Em uma audiência de conciliação na 1ª Vara do Trabalho de Marília, Sojinha se comprometeu a seguir todas as recomendações (registros em carteira, pagamento em dia e recolhimento de impostos), sob pena de ter as ‘portas fechadas’ da agremiação após a Série A-3 de 2018, em caso de descumprimento.

O dirigente garantiu que a situação está ‘sob controle’. “Quando eu assumi o comando do MAC não havia contabilidade alguma, nenhum funcionário registrado. Hoje temos um contador, os funcionários estão registrados desde o dia 1º de dezembro deste ano e todos os impostos serão recolhidos. Os salários serão pagos até o dia 10 de janeiro. Toda essa documentação será entregue mensalmente para o Ministério Público do Trabalho. Graças aos nossos parceiros e colaboradores, o clube vai honrar todos os seus compromissos até o final da competição”.

Os dois grandes colaboradores do MAC para 2018 são: o empresário Luiz Antônio Duarte Ferreira, o “Cai Cai” (gestor do clube na década passada) e o empresário José Geraldo Garla (um dos diretores da Marilan), que através da empresa Stadium BR, administra as categorias de base do Alviceleste. Outro parceiro importante é a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude (SELJ), que tem realizado melhorias no estádio Bento de Abreu, com a reforma dos vestiários, cozinha, sala e principalmente do gramado.

Série A-3 2018

Em seu primeiro ano de gestão no Marília, o presidente enfatizou que a meta no Campeonato Paulista da Série A-3 seria permanecer na divisão, já que o clube vinha de dois rebaixamentos consecutivos. O objetivo foi alcançado, contudo, para 2018 a meta é classificar entre os oito primeiros colocados e brigar pelas duas vagas de acesso.

 

“Em 2017 precisávamos estancar o descenso. Só escapamos na última rodada, mas também ficamos a dois pontos da classificação. Acredito que tínhamos condições de ir mais longe, mas cumprimos nosso objetivo. Ano que vem dá para sonhar mais alto, porque temos mais ajuda. Além disso, trouxemos o técnico Jorge Rauli, que tem uma grande identificação na cidade e conhece muito bem a divisão. O fato de termos uma categoria de base forte como apoio, nos possibilitou contratar menos e com mais qualidade. Acredito muito no potencial da equipe”, avaliou Sojinha.